trazer para casa
e repousar sobre o cadáver
desse amor descomprometido que jaz ali
E fazer, languidamente,
a três,
sem culpa ou compromisso
Quero me enamorar de estranhas ,
sem mendigar desejos
e sim,
ficar ao relento,
sem casa,
nem pejo.
Quero pegar alguém na rua
e promover uma orgia de alegria,
de desnuda felicidade, de corpos risonhos,
sedentos,
sucumbindo felizes e enfastiados
a subversão do momento
Quero não caber em mim no gozo
cheio de riso, cheio de pranto,
cheio de raiva e
canto
em casas, quartos, cômodos,
em mim e no outro
Quero pegar alguém na rua
nua,
a luz da lua
até o sol acordar do seu dormir,
e assim inaugurar
uma rave em mim
É...
Eu quero -
sim.

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