Olha, eu comecei a postar aqui, porque,… Porque, eu já não tenho nada que seja meu. Meus sentidos estão contaminados, paralizados e amedrontados. Porque preciso escrever e sentir que há sangue aqui dentro de mim. E porque preciso dizer - expor-falar... Porque a família e os meus amigos – os que contam – estão longe e eu não consigo viver essa mudez e indiferença.
El@ me bota para fora com toda essa falta de ação. El@ me bota para fora com todo o desafeto e silêncio. El@ me expulsa com a singularidade escandalosa das mentiras, com a trivialidade das respostas, com a rudeza da palavra seca e morta.
Durante nove anos eu estive ali. Durante nove, (“não dez”, como me corrigia quando eu orgulhosa-bobinha quase-mentia sobre o nosso tempo de vida…E isso eu também nunca entendi...) anos e meio. Precisa(mente).
Agora, el@ acorda pela manhã, abre e fecha a porta - quase constrangida – e vai ao banheiro e silencia.
Porque são 07:07 da manhã e estou aqui, com essa infâmia no peito.
Escrevo porque não sei mais o que fazer. POrque escrever me faz chorar essas dores que viraram um rio caudaloso e lento. Porque …sei lá, escrevendo posso ir embora, posso dizer o que penso, porque me fortaleço. POrque eu não preciso mais me enganar…
El@ não consegue mais. Eu sei. Porque quando eu ansiei por outra coisa, quando eu cansei de ser o cadáver no armário del@, el@ começou a não conseguir mais, porque é mais fácil me deixar ir. E isso para mim foi e- é- e-será o imperdoável…Deixar-me ir. Não lutar com os demônios que dormem sob o travesseiro.
E deixar-me ir me soa como uma senhora de uma filhadaputice.
Mas também...o que há para cobrar?
Vou-me eu.
El@ me bota para fora com toda essa falta de ação. El@ me bota para fora com todo o desafeto e silêncio. El@ me expulsa com a singularidade escandalosa das mentiras, com a trivialidade das respostas, com a rudeza da palavra seca e morta.
Durante nove anos eu estive ali. Durante nove, (“não dez”, como me corrigia quando eu orgulhosa-bobinha quase-mentia sobre o nosso tempo de vida…E isso eu também nunca entendi...) anos e meio. Precisa(mente).
Agora, el@ acorda pela manhã, abre e fecha a porta - quase constrangida – e vai ao banheiro e silencia.
Porque são 07:07 da manhã e estou aqui, com essa infâmia no peito.
Escrevo porque não sei mais o que fazer. POrque escrever me faz chorar essas dores que viraram um rio caudaloso e lento. Porque …sei lá, escrevendo posso ir embora, posso dizer o que penso, porque me fortaleço. POrque eu não preciso mais me enganar…
El@ não consegue mais. Eu sei. Porque quando eu ansiei por outra coisa, quando eu cansei de ser o cadáver no armário del@, el@ começou a não conseguir mais, porque é mais fácil me deixar ir. E isso para mim foi e- é- e-será o imperdoável…Deixar-me ir. Não lutar com os demônios que dormem sob o travesseiro.
E deixar-me ir me soa como uma senhora de uma filhadaputice.
Mas também...o que há para cobrar?
Vou-me eu.
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