sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cozinhando

Surpreender-se é:
 acordar o sentido.





Consumação

Eu me desoriento quando faço sexo com a moça-mulher...
O prazer que vem dela, alto, no ouvido,
A voz dela, contralto mezzo soprano, ...
O entusiasmo ali -
duro, rijo, e afogueado,
na minha pele -
penetra no sangue, ansioso,
 e me faz abrir mais espaços
para recebê-la,
ou me garante
mais força para
meter-nela.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O salto-alto

Ela me fala sobre o sapato de salto alto. Que era da mãe,  salto 15, 
"_De oncinha, ó...”
I
E eu conseguia prestar atenção somente nas coxas dela. (Como o músculo saliente – aquele:  ali, no final da coxa, perto do joelho -  traz o sorriso para o rosto e mais prazer para a mente...). 
Eu quase que não ouvia, atent@ as pernas torneadas, vestindo o tal salto alto, e ela me disse:
“_Viu, esse é o salto...Bonito, né?”
E eu desatent@ e descarad@:
“_Que salto?  (Eu que focad@ estava nas coxas...Finalmente a voz se fez...)“_Não vi...Que coxas lindas, mulher... Que pernas!...
Ela se riu.
Depois - eu acho -  a gente engatou uma conversa.

II

No entanto, meus olhos não perdiam de vista aqueles quadríceps da coxa sob tensão... Dispers@ que eu estava, entretid@ com os membros inferiores da moça, ouvi, (mas não ouvi) ela dizer: “..._ Na festa de sábado...” 
O cérebro agarrou-se inconsequente àquela cauda de palavras em passagem e respondi de imediato, surpres@:
“_ E tem alguma coisa para fazer no sábado além de sexo contigo...?

Ela soltou um riso leve e frouxo.
Um daqueles que ela dá e que eu gosto.

El@ falou...

“Você deixa frouxo o meu sorriso.”
Minhas calças...A saia,
a blusa...
o soutien,
e a calcinha.
Você me desabrocha.

sábado, 15 de outubro de 2011

Antes do casamento

Linda mulher...
Ache  em ti a essência da beleza do que é feminino, e que tens em muito boa e grande medida: a autoconfiança, a sensualidade e a leveza...
(E não negues, porque essa é tua natureza...E quem tem olhos, vê - Não te chamam Latina à toa.)

Ademais,  digo-te que  ser mulher implica uma série de delícias que valem a pena e que devem,  para além de serem degustadas, serem admiradas: a sensibilidade, a perspicácia,  a tolerância,  o respeito, a inteligência – que quando aliadas ao bom humor, somadas  a segurança e a sensualidade (sem esquecer da leveza) ,  fazem pequenos milagres acontecerem ... rsrs  E dessas mulheres só se pensa: “_Memoráveis.” 

Belíssima, experimente um tanto de tua feminilidade, em conjunto com tua simpatia e alegria exuberante, e aproveite dos dois mundos o que eles tem de melhor para oferecer: seja como menina, seja como mulher. E lembre-se que, assim, também te ofertarás a oportunidade de conhecer e se apre(e)nderem, tu e outros, de alguma forma,  em cotidiano aprendizado.

Tu sabes o que penso: que és um achado... ;)
Então, pratique suas graças e observe que ser mulher também é magnetizar ;)
Beijos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Amazona

Cavalga sobre planície
De pele e pêlos.

Queima o olho

I

Gosto daquele abandono.
Do fôlego ritmado,
Do olho semicerrado,
Do corpo pronto para ser subjugado, 
quente.

Gosto daquela dormência viva
que arde
e que súplica,
entre lábios
e dentes.

Gosto do apelo da carne
Que grita nos nervos, e
quer sabotar atos
 e vencer a mente.

II

Me apetece, porém, sinuosa,
a ausência de pressa na posse.
Porque doce deleite
é a construção do gozo
daquela que goza.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Na cama

Dormirei contigo
 sussurrando
 delícias
no ouvido?

Consoante

Tapa a gente dá com luva de pelica.
Agora,sapatada, é com tênis azul da Diesel, 
que comprei no brechó.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pensando bem...

El@ me fala,
dedo em riste:
“_Safada!”
Eu eu só penso
no que mais
quero fazer
com aquele
dedo.


domingo, 18 de setembro de 2011

Banquete ( Ou Gerundiando)

Ando comendo bem...
Pele salgada de esforço e vontade,
ao ponto,  como gosto:
carne vermelho-sangue,
que deixa o prato pulsante.
Os acompanhamentos
 são fartos e
há variedade, instigante
e luxuriante.

Ando comendo bem...
pratos de doçuras, calores e malícias.
Meu desejo faz molhar a boca
e na ponta da língua,
a vontade desavergonhada:
que é imprescindível para
apreciar e honrar uma boa comida.

Ando comendo bem,
porque me propõe
banquetes descarados,
feito de morena,
comida Latina,
exótica e caseira,
e cheia de pimenta.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um quarto de coisas


¼ é pouco.
Embora, as vezes,
um quarto
seja mais que
 suficiente.

Casad@ estava

Eu rio de meu obtuso dilema:
se te vejo assim bel@, cobert@ de brilho,
um frio bulímico me come o estômago,
uma ânsia anorexica,
me aperta a garganta.
A tua vontade, esmagada,
sob a lápide em forma de anel,
imponderável, gritando no dedo.

Quando feita de gente

Audição aguçada para o prazer do murmúrio,
a visão imolada e turva de desejo,
no paladar desafiado na carne alheia,
que o olfato incendeia.

Perdid@ na narrativa

No Salt, eu não sabia se prestava atenção:
 à narrativa
ou na Angelina.



Não tenho tempo

Esse vai e vem,
 que muita gente pratica e que
 nunca faz gozar,
 cansa.

O corpo que fala

Tem gente, feita de contatos  autistas, que vive o ranço das relações cordiais e mentirosas, que produzem menos energia que uma bateria AA...
Desconectados, vivem desplugados, são cor de burro quando foge
são bege (ou beige), passam na vida inodoros,  impenetráveis ,
coração e desejo: num âmbar no peito.

Tudo porque não dizem sim, assim: de viver em tolerância consigo mesmo. Querem viver sem febres que ardem-queimam e pululam pelo corpo inteiro e que são sazonais e permanentes, para quem é normal, como a gente.

Tem que avisar para esse povo que anda
 negando ser humano, que debaixo da pele e dentro do crânio,  tem um bicho que diz sim, mansamente. E quem faz a folia doente de negar o desejo, natural e matreiro,  não pode dar certo...Acaba sendo só projeto de gente.

Eu quero

Eu não quero cobranças
 Digo não a cara-amarrada,
não a conjectura não dialogada,
Me tornei alérgica a tragédia.
Não quero educar, criar, nem aconselhar repetitivamente
e infinitamente,
nem quero sexo como exercício de pequenas tiranias.
Eu quero a simplicidade do aceite,
o prazer do desfrute-me,
a completude de um sentir profundo, ( se/e)
quando ele se apossar de mim,
um dia, de uma noite,
naturalmente...


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

À duas mãos e bocas

 
E se eu te chegar como vento, assim,
de leve, e te envolver em leves lençóis de algodão branco,
em tardes  amenas de Tarsila...
Você me deixa entrar
Como quem não quer nada
e ficar?

 E se eu te chegar como vento, assim,
arrebatador, passional, e te invadir em cadeiras vermelhas,
rendida e vendada, 
em noites americanas de Truffaut...
Você me deixa meter e te ter,
pelo tempo que seja?

E se eu chegar como mar,
e te levar para dançar, num vai e vem de maré,
de ondular furioso ou em doce e sinuoso balanço oscilante  de Cezanné?
...

Você
nunca mais me deixa,
 que eu sei.

Metáforico limão

Eu corto o limão.
Do interior estrelado brota perfume.

Gosto de ver a força da natureza,
- de gosto exótico e intenso
que a tudo seduz -
se submetendo,a pressão dos meus dedos...
E o sumo, que verte-corrente.


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Um amigo me disse:
E isso lá é jeito de espremer limão, criatura?!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Msn






















X. diz
bom dia
 mar
Y. diz
bom dia
vento 
X. diz

Me embala?
Y. diz
Embalo

Hai kai do desejo







A escrita
é minha preliminar
favorita

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Diálogo

X.
 “Estive hj au bord de la mer.
Afoguei-me em teus olhos
e serenei nos braços.
Deite e brinde a Dionísio.
Beijo sua majestosa presença."

Y.
"Saúdo a tua vinda,
teus sorrisos e beijos,
tua pele e desejo.

Saúdo os olhos pequenos,
princesinha do oriente,
e a flor rubra e obscena,
que carregas entre as pernas.

Saúdo a serenidade,
a mansidão
 que me permito,
no vai e vem da vida no peito e
batuque do músculo perfeito.

Saúdo, 
com alegria, paz
e respeito."

quinta-feira, 21 de julho de 2011

@ menin@

Eu gosto
do seu olho
quando
latino e
pequeno.

Eu gosto
do seu olho,
assim,
miúdo,
possuído e
ardendo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Entre-atos

Dos meios que vivi:
O das pernas del@ foram
os mais ditosos.

Eu, no sossego

Eu sossegaria, na boa,
se alguém interessante,
de palavras e ações cuidadas,
de coração compromissado,
que fosse descomplicad@
madur@ e essencial - e
bem situad@ geograficamente:
aparecesse e permanecesse.


50%

Um vento me bateu na cabeça,
Sussurrou gelado frases de um amor
incandescente e inexistente
Me fez segurar na ramagem para me manter em pé,
Sacudiu as árvores, remexeu as nuvens..
E eu
ali – 
"_Será que eu deveria me deixar ir?"

Cenário

Minha indisposição inexiste.
O meu não é contraditório,
poroso,  confuso
paradoxo, precário:
quando estou no teu cenário.

:/

Senso de sentir
Não se pode pedir
a todo mundo que tenha...
Que pena!

Debaixo da saia

Quero morar debaixo da saia da moça:
rendada,
de veludo cotelê,
cambraia,
algodão,
justinha-apertada
larguinha,...
E viver entre as coxas da mulher amada.

Sensação

Eu vi lá, sentada em mim,
uma serenidade de gato siamês
bem tratado pela vida.

Eu vi lá, aportada em mim,
uma nau de saltimbancos.
Caos de despreparo.