E se eu te chegar como vento, assim,
de leve, e te envolver em leves lençóis de algodão branco,
em tardes amenas de Tarsila...
Você me deixa entrar
Você me deixa entrar
Como quem não quer nada
e ficar?
E se eu te chegar como vento, assim,
E se eu te chegar como vento, assim,
arrebatador, passional, e te invadir em cadeiras vermelhas,
rendida e vendada,
em noites americanas de Truffaut...
Você me deixa meter e te ter,
pelo tempo que seja?
E se eu chegar como mar,
e te levar para dançar, num vai e vem de maré,
de ondular furioso ou em doce e sinuoso balanço oscilante de Cezanné?
...
...
Você
nunca mais me deixa,
que eu sei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sinta aqui: