Sai uns dias, às ruas, de peito aberto.
Como não havia ferida,
o sol aquecia e tudo podia.
Um dia.
Sai as ruas...Á porta, cabeça baixa, mão no batente,
agarrando o ar a força, boca entreaberta
em esforço
- segura o frio
oxigênio no tambor do peito.
Solenemente, veste a máscara.
Sai às ruas de ombros arqueados.
No falso sorriso,
um costume verdadeiro.
Vida de gado, é vida?

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