sexta-feira, 23 de março de 2012

Nobre ofício

 I

O meu primeiro encontro foi surpreendente.
Como uma pele que recobre carne, pode ser tão saborosa?
E que cor era aquela(!) (?), vermelho-assanhado,
colorindo toda a cabeça.

II

Língua de palato aberto, limpo e úmido,
de se mover lento -
despertando imediatamente uma mater – urgência
no corpo alheio.

III

Provada a dureza tesa do desejo 
feito da mais pura vontade,
meus olhos partem para o todo –
colhendo a reação jocosa, 
de traços no rosto,
um som prolongado 
e emudecido na boca.
Eyes wided open, bebendo 
o meu efeito em ti,
que é resposta as delícias 
que tu escondias
entre as costuras das calças jeans.

IV

Eu desembalo minha fruta predileta.
E o levo a boca.
Entre os lábios.
Desabrocha rubro e teso
Orvalhado de desejo.
Todo prosa.

V

E se te faz águas:
é porque sou mar.
E assim nos lavamos,
Nesse leva e traz.

Conto de fadas, cinderelas e dragões


Elas querem ser Cinderelas e continuar casando com o dragão.
Depois parir e educar dragões para as outras Cinderelas.
E perpetuar, assim, esse conto de fadas de merda.

Do medíocre contemporâneo

@s caras que querem preservar as mulheres dos desejos delas; @s caras que falam  em "dar para o cara certo", da importância da mulher que "se guarda"; os que enumeram as virtudes da virgindade e da preservação, ...@s sexistas, 
 são @s primeir@s a gozar. 
Como continuar tendo “sexo” se não tiver uma trouxa para enrolar?

Rush

Eu gosto 






da pressa.

segunda-feira, 19 de março de 2012

La Belle de Jour


“_Viu, eu não sou só um corpinho bonito...”, ela diz rindo aquele sorriso de menina-marota-mulher.
Respondo: "_Meu bem...Que você não é só um corpinho bonito eu sei faz tempo... Agora, vem ... E traz esse corpinho muito mais que bonito, aqui, para a minha cama...”

Eu sou




Sou corda, reflexível e forte.
E sou viva, 
cipó, verde, 
cheia de nós
tramando uma fibra.

Fim x Começo


Como não perceber o avarento momento
 do final de cena,
 do fim do casamento?
Ou/ o acalorado momento do novo,
ali, nascendo?

Caminhada

O que eu conheço d@ outr@
 é a carne que se coloca
e são as palavras 
que se desenham 
tão cheias de talento que são
 - mostrando uma parceria com a maturidade – 
ou não.
O que eu conheço d@ outr@ 
(a) é ação e reação...
Chei@de timing ou permissividade –
ou amarrad@ no caudalento rigor
que se chama mediocridade.

 O que eu sei d@ outr@ 
é o que eu já vi, ouvi
E de um outro tanto,
que vivi.

Interrogação

Eu me pergunto 
que fibra tem quem exige fibra;
que coragem tem, 
quem demanda coragem.

Palavras del@


El@ me chama:
 “de olho de mar 
e palavras de  flor”.

Práticas


Ela pratica
o flerte
na rede.



Na rede

X.
meu bem
vontade de dar
para vc
vontade que vc me pegue
me conduza gostoso
vc dentro de mim e eu dentro de ti

Y.
Fala, meu bem, fala...

X.
me coloca no teu colo
me pega com força e jeito
e deixa eu olhar
 teu olho a dentro
Y.
...
molhei

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Embriaguez voluntária

Não tenho vontade de me embriagar...
...A não ser de beleza,
a não ser da arte,
a não ser do riso,
a não ser da carne.





Amor e Sexo

I

Sacrilégio,
é pensar
em não foder
quem se ama.

----

II

O amor
torna o sexo:
glorioso.

----

Dos Mares internos

Poseidon sabe das águas que te deságuam entre as pernas?

Você precisa disso:

SOLTURA means:
s.f. Ato de soltar, de libertar quem estava preso.
Desembaraço, arrojo, descomedimento.
Dissolução, libertinagem: soltura de costumes.
ENCANTAMENT0 é:
Sm. Efeito sobrenatural dos supostos poderes mágicos; feitiço, sortilégio.
Fig. Encanto, enlevo, sedução.
Pratique consigo.

Eu: ali : Você





Me condiciona a carinhos extremos.
Me desorienta em frames lentos.

O buraco de minhoca


Esse buraco de minhoca é um tanto quanto “Guimarãesroseanico”. 
És aqui, estás acolá, eleges qualquer lugar.

Do hábito de não dormir


Minha cama parece uma caldeira,
que escalda gostoso,
como fogão a lenha.


Do conto de fadas


Branca de Neve não pode ser o prato principal.
De uma história que começou com o  lobo mau.

Menin@ sem mimo

Não sou chei@ de vontades. Me permito coisas de mim.
Permita-te, tu.
Ou permitatetu ( se quiser, cheio de singeleza).
Viver é assim...Propostas.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

D´Ela


Ela é uma moça rígida... Não porque não tenha toda a malemolência, a quentura e a malícia da mulher brasileira – na descendência oriental,  que delineia o olho. Ela é uma moça rígida porque é uma pessoa reta.
Ela é uma menina ingênua e doce – de – batata doce,  cheia de frescor e
inocência, que sorri com olhos de céu azul, dia de sol e vento no rosto. Com prazer.
Ela é uma mulher de fibra, gentil, que se desdobra em gestos e palavras e a energia: que escorre pela ponta dos dedos e antes faz bailar a mão, na tentativa de conduzir a palavra que faz em desenho.
 Ela é uma garota madura cheia de braços, abraço – longo – entrelaçado - cheio de desejo. Ela é uma pessoa que estuda e (me) ensina. Ela pode ser o que quiser e também sabe fazer rima. 
[...Tudo isso e tanto mais... ]
Essa moça é cheia de mistério, de história, de virtudes, de umas impaciências que gritam no rosto e endurecem a voz e de uma doçuras de fazer o coração esquentar no peito.
Essa moça é cheia de traquejo. Cheia de talento.
...E essa moça anda sendo minha, nesses dias de quase-dezembro.

Planadores


Há mulheres que valem a pena pensar
 no plano completo de vôo.

Fluidez

Molhou?
Molha
Me.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

So...




Eu posso dizer que sou dedicad@, de coração,
que erro e acerto,
que funciono movida @ cuidado e afeto.
E não espere que eu peça nada do que não mereço.
Na verdade, não espere que eu peça:


retribuição é cláusula sine qua non,
nessa peça.
Não espere que eu aguarde atenção,
Tudo que dou retiro,
sem hesitação 
quando me convenço de que,
afinal,
não merecem de todo,  
meu tempo e consagração.

Da pitanga

Eu gosto daquela pitanga que de tão madura,
vestida daquele vermelho carnudo e apetitoso 
quando você toca suave (carícia de vento),
ela se entrega toda,
e cai dada e solta ,
na palma da mão.

A diva

Eu perguntei para ela: "_Mulheres irresistíveis..? E retóric@, sugeri Madonna.
Ela respondeu: “_Da Madonna tenho medo.” E riu-se.
Eu disse: “Eu não teria medo... Só não sei se teria fôlego”

Não a opressão



Eu sou alérgic@ a cobrança e a
qualquer forma de opressão.
Tenho quase choque anafilático,
Mas, como tenho opção
rompo a tentativa de chave de braço
com um belo empurrão.

Ojos



Eu gosto
dos teus olhos de personagem de mangá,
ou deles pequenos de gueixa latina, manifestando a
vontade contida.
Eu gosto quando teu corpo se manifesta,
aceso,na ponta dos meus dedos.


Afffffff


Cansei dessa gente chata,
que fala pelos cotovelos
joelhos e tornozelos...

Cozinhando

Surpreender-se é:
 acordar o sentido.





Consumação

Eu me desoriento quando faço sexo com a moça-mulher...
O prazer que vem dela, alto, no ouvido,
A voz dela, contralto mezzo soprano, ...
O entusiasmo ali -
duro, rijo, e afogueado,
na minha pele -
penetra no sangue, ansioso,
 e me faz abrir mais espaços
para recebê-la,
ou me garante
mais força para
meter-nela.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O salto-alto

Ela me fala sobre o sapato de salto alto. Que era da mãe,  salto 15, 
"_De oncinha, ó...”
I
E eu conseguia prestar atenção somente nas coxas dela. (Como o músculo saliente – aquele:  ali, no final da coxa, perto do joelho -  traz o sorriso para o rosto e mais prazer para a mente...). 
Eu quase que não ouvia, atent@ as pernas torneadas, vestindo o tal salto alto, e ela me disse:
“_Viu, esse é o salto...Bonito, né?”
E eu desatent@ e descarad@:
“_Que salto?  (Eu que focad@ estava nas coxas...Finalmente a voz se fez...)“_Não vi...Que coxas lindas, mulher... Que pernas!...
Ela se riu.
Depois - eu acho -  a gente engatou uma conversa.

II

No entanto, meus olhos não perdiam de vista aqueles quadríceps da coxa sob tensão... Dispers@ que eu estava, entretid@ com os membros inferiores da moça, ouvi, (mas não ouvi) ela dizer: “..._ Na festa de sábado...” 
O cérebro agarrou-se inconsequente àquela cauda de palavras em passagem e respondi de imediato, surpres@:
“_ E tem alguma coisa para fazer no sábado além de sexo contigo...?

Ela soltou um riso leve e frouxo.
Um daqueles que ela dá e que eu gosto.

El@ falou...

“Você deixa frouxo o meu sorriso.”
Minhas calças...A saia,
a blusa...
o soutien,
e a calcinha.
Você me desabrocha.

sábado, 15 de outubro de 2011

Antes do casamento

Linda mulher...
Ache  em ti a essência da beleza do que é feminino, e que tens em muito boa e grande medida: a autoconfiança, a sensualidade e a leveza...
(E não negues, porque essa é tua natureza...E quem tem olhos, vê - Não te chamam Latina à toa.)

Ademais,  digo-te que  ser mulher implica uma série de delícias que valem a pena e que devem,  para além de serem degustadas, serem admiradas: a sensibilidade, a perspicácia,  a tolerância,  o respeito, a inteligência – que quando aliadas ao bom humor, somadas  a segurança e a sensualidade (sem esquecer da leveza) ,  fazem pequenos milagres acontecerem ... rsrs  E dessas mulheres só se pensa: “_Memoráveis.” 

Belíssima, experimente um tanto de tua feminilidade, em conjunto com tua simpatia e alegria exuberante, e aproveite dos dois mundos o que eles tem de melhor para oferecer: seja como menina, seja como mulher. E lembre-se que, assim, também te ofertarás a oportunidade de conhecer e se apre(e)nderem, tu e outros, de alguma forma,  em cotidiano aprendizado.

Tu sabes o que penso: que és um achado... ;)
Então, pratique suas graças e observe que ser mulher também é magnetizar ;)
Beijos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Amazona

Cavalga sobre planície
De pele e pêlos.

Queima o olho

I

Gosto daquele abandono.
Do fôlego ritmado,
Do olho semicerrado,
Do corpo pronto para ser subjugado, 
quente.

Gosto daquela dormência viva
que arde
e que súplica,
entre lábios
e dentes.

Gosto do apelo da carne
Que grita nos nervos, e
quer sabotar atos
 e vencer a mente.

II

Me apetece, porém, sinuosa,
a ausência de pressa na posse.
Porque doce deleite
é a construção do gozo
daquela que goza.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Na cama

Dormirei contigo
 sussurrando
 delícias
no ouvido?

Consoante

Tapa a gente dá com luva de pelica.
Agora,sapatada, é com tênis azul da Diesel, 
que comprei no brechó.