sábado, 24 de março de 2012

Ser experiência


I

Eu lá sei,
Porque fiquei 
meio assim,
pagã...

II

Sou @ put@
menos experimentada
que conheço.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Nobre ofício

 I

O meu primeiro encontro foi surpreendente.
Como uma pele que recobre carne, pode ser tão saborosa?
E que cor era aquela(!) (?), vermelho-assanhado,
colorindo toda a cabeça.

II

Língua de palato aberto, limpo e úmido,
de se mover lento -
despertando imediatamente uma mater – urgência
no corpo alheio.

III

Provada a dureza tesa do desejo 
feito da mais pura vontade,
meus olhos partem para o todo –
colhendo a reação jocosa, 
de traços no rosto,
um som prolongado 
e emudecido na boca.
Eyes wided open, bebendo 
o meu efeito em ti,
que é resposta as delícias 
que tu escondias
entre as costuras das calças jeans.

IV

Eu desembalo minha fruta predileta.
E o levo a boca.
Entre os lábios.
Desabrocha rubro e teso
Orvalhado de desejo.
Todo prosa.

V

E se te faz águas:
é porque sou mar.
E assim nos lavamos,
Nesse leva e traz.

Conto de fadas, cinderelas e dragões


Elas querem ser Cinderelas e continuar casando com o dragão.
Depois parir e educar dragões para as outras Cinderelas.
E perpetuar, assim, esse conto de fadas de merda.

Do medíocre contemporâneo

@s caras que querem preservar as mulheres dos desejos delas; @s caras que falam  em "dar para o cara certo", da importância da mulher que "se guarda"; os que enumeram as virtudes da virgindade e da preservação, ...@s sexistas, 
 são @s primeir@s a gozar. 
Como continuar tendo “sexo” se não tiver uma trouxa para enrolar?

Rush

Eu gosto 






da pressa.

segunda-feira, 19 de março de 2012

La Belle de Jour


“_Viu, eu não sou só um corpinho bonito...”, ela diz rindo aquele sorriso de menina-marota-mulher.
Respondo: "_Meu bem...Que você não é só um corpinho bonito eu sei faz tempo... Agora, vem ... E traz esse corpinho muito mais que bonito, aqui, para a minha cama...”

Eu sou




Sou corda, reflexível e forte.
E sou viva, 
cipó, verde, 
cheia de nós
tramando uma fibra.

Fim x Começo


Como não perceber o avarento momento
 do final de cena,
 do fim do casamento?
Ou/ o acalorado momento do novo,
ali, nascendo?

Caminhada

O que eu conheço d@ outr@
 é a carne que se coloca
e são as palavras 
que se desenham 
tão cheias de talento que são
 - mostrando uma parceria com a maturidade – 
ou não.
O que eu conheço d@ outr@ 
(a) é ação e reação...
Chei@de timing ou permissividade –
ou amarrad@ no caudalento rigor
que se chama mediocridade.

 O que eu sei d@ outr@ 
é o que eu já vi, ouvi
E de um outro tanto,
que vivi.

Interrogação

Eu me pergunto 
que fibra tem quem exige fibra;
que coragem tem, 
quem demanda coragem.

Palavras del@


El@ me chama:
 “de olho de mar 
e palavras de  flor”.

Práticas


Ela pratica
o flerte
na rede.



Na rede

X.
meu bem
vontade de dar
para vc
vontade que vc me pegue
me conduza gostoso
vc dentro de mim e eu dentro de ti

Y.
Fala, meu bem, fala...

X.
me coloca no teu colo
me pega com força e jeito
e deixa eu olhar
 teu olho a dentro
Y.
...
molhei