sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Queima o olho

I

Gosto daquele abandono.
Do fôlego ritmado,
Do olho semicerrado,
Do corpo pronto para ser subjugado, 
quente.

Gosto daquela dormência viva
que arde
e que súplica,
entre lábios
e dentes.

Gosto do apelo da carne
Que grita nos nervos, e
quer sabotar atos
 e vencer a mente.

II

Me apetece, porém, sinuosa,
a ausência de pressa na posse.
Porque doce deleite
é a construção do gozo
daquela que goza.

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