segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O salto-alto

Ela me fala sobre o sapato de salto alto. Que era da mãe,  salto 15, 
"_De oncinha, ó...”
I
E eu conseguia prestar atenção somente nas coxas dela. (Como o músculo saliente – aquele:  ali, no final da coxa, perto do joelho -  traz o sorriso para o rosto e mais prazer para a mente...). 
Eu quase que não ouvia, atent@ as pernas torneadas, vestindo o tal salto alto, e ela me disse:
“_Viu, esse é o salto...Bonito, né?”
E eu desatent@ e descarad@:
“_Que salto?  (Eu que focad@ estava nas coxas...Finalmente a voz se fez...)“_Não vi...Que coxas lindas, mulher... Que pernas!...
Ela se riu.
Depois - eu acho -  a gente engatou uma conversa.

II

No entanto, meus olhos não perdiam de vista aqueles quadríceps da coxa sob tensão... Dispers@ que eu estava, entretid@ com os membros inferiores da moça, ouvi, (mas não ouvi) ela dizer: “..._ Na festa de sábado...” 
O cérebro agarrou-se inconsequente àquela cauda de palavras em passagem e respondi de imediato, surpres@:
“_ E tem alguma coisa para fazer no sábado além de sexo contigo...?

Ela soltou um riso leve e frouxo.
Um daqueles que ela dá e que eu gosto.

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