quarta-feira, 14 de setembro de 2011

À duas mãos e bocas

 
E se eu te chegar como vento, assim,
de leve, e te envolver em leves lençóis de algodão branco,
em tardes  amenas de Tarsila...
Você me deixa entrar
Como quem não quer nada
e ficar?

 E se eu te chegar como vento, assim,
arrebatador, passional, e te invadir em cadeiras vermelhas,
rendida e vendada, 
em noites americanas de Truffaut...
Você me deixa meter e te ter,
pelo tempo que seja?

E se eu chegar como mar,
e te levar para dançar, num vai e vem de maré,
de ondular furioso ou em doce e sinuoso balanço oscilante  de Cezanné?
...

Você
nunca mais me deixa,
 que eu sei.

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