segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pensando bem...

El@ me fala,
dedo em riste:
“_Safada!”
Eu eu só penso
no que mais
quero fazer
com aquele
dedo.


domingo, 18 de setembro de 2011

Banquete ( Ou Gerundiando)

Ando comendo bem...
Pele salgada de esforço e vontade,
ao ponto,  como gosto:
carne vermelho-sangue,
que deixa o prato pulsante.
Os acompanhamentos
 são fartos e
há variedade, instigante
e luxuriante.

Ando comendo bem...
pratos de doçuras, calores e malícias.
Meu desejo faz molhar a boca
e na ponta da língua,
a vontade desavergonhada:
que é imprescindível para
apreciar e honrar uma boa comida.

Ando comendo bem,
porque me propõe
banquetes descarados,
feito de morena,
comida Latina,
exótica e caseira,
e cheia de pimenta.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um quarto de coisas


¼ é pouco.
Embora, as vezes,
um quarto
seja mais que
 suficiente.

Casad@ estava

Eu rio de meu obtuso dilema:
se te vejo assim bel@, cobert@ de brilho,
um frio bulímico me come o estômago,
uma ânsia anorexica,
me aperta a garganta.
A tua vontade, esmagada,
sob a lápide em forma de anel,
imponderável, gritando no dedo.

Quando feita de gente

Audição aguçada para o prazer do murmúrio,
a visão imolada e turva de desejo,
no paladar desafiado na carne alheia,
que o olfato incendeia.

Perdid@ na narrativa

No Salt, eu não sabia se prestava atenção:
 à narrativa
ou na Angelina.



Não tenho tempo

Esse vai e vem,
 que muita gente pratica e que
 nunca faz gozar,
 cansa.

O corpo que fala

Tem gente, feita de contatos  autistas, que vive o ranço das relações cordiais e mentirosas, que produzem menos energia que uma bateria AA...
Desconectados, vivem desplugados, são cor de burro quando foge
são bege (ou beige), passam na vida inodoros,  impenetráveis ,
coração e desejo: num âmbar no peito.

Tudo porque não dizem sim, assim: de viver em tolerância consigo mesmo. Querem viver sem febres que ardem-queimam e pululam pelo corpo inteiro e que são sazonais e permanentes, para quem é normal, como a gente.

Tem que avisar para esse povo que anda
 negando ser humano, que debaixo da pele e dentro do crânio,  tem um bicho que diz sim, mansamente. E quem faz a folia doente de negar o desejo, natural e matreiro,  não pode dar certo...Acaba sendo só projeto de gente.

Eu quero

Eu não quero cobranças
 Digo não a cara-amarrada,
não a conjectura não dialogada,
Me tornei alérgica a tragédia.
Não quero educar, criar, nem aconselhar repetitivamente
e infinitamente,
nem quero sexo como exercício de pequenas tiranias.
Eu quero a simplicidade do aceite,
o prazer do desfrute-me,
a completude de um sentir profundo, ( se/e)
quando ele se apossar de mim,
um dia, de uma noite,
naturalmente...


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

À duas mãos e bocas

 
E se eu te chegar como vento, assim,
de leve, e te envolver em leves lençóis de algodão branco,
em tardes  amenas de Tarsila...
Você me deixa entrar
Como quem não quer nada
e ficar?

 E se eu te chegar como vento, assim,
arrebatador, passional, e te invadir em cadeiras vermelhas,
rendida e vendada, 
em noites americanas de Truffaut...
Você me deixa meter e te ter,
pelo tempo que seja?

E se eu chegar como mar,
e te levar para dançar, num vai e vem de maré,
de ondular furioso ou em doce e sinuoso balanço oscilante  de Cezanné?
...

Você
nunca mais me deixa,
 que eu sei.

Metáforico limão

Eu corto o limão.
Do interior estrelado brota perfume.

Gosto de ver a força da natureza,
- de gosto exótico e intenso
que a tudo seduz -
se submetendo,a pressão dos meus dedos...
E o sumo, que verte-corrente.


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Um amigo me disse:
E isso lá é jeito de espremer limão, criatura?!