sexta-feira, 29 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Diálogo

X.
 “Estive hj au bord de la mer.
Afoguei-me em teus olhos
e serenei nos braços.
Deite e brinde a Dionísio.
Beijo sua majestosa presença."

Y.
"Saúdo a tua vinda,
teus sorrisos e beijos,
tua pele e desejo.

Saúdo os olhos pequenos,
princesinha do oriente,
e a flor rubra e obscena,
que carregas entre as pernas.

Saúdo a serenidade,
a mansidão
 que me permito,
no vai e vem da vida no peito e
batuque do músculo perfeito.

Saúdo, 
com alegria, paz
e respeito."

quinta-feira, 21 de julho de 2011

@ menin@

Eu gosto
do seu olho
quando
latino e
pequeno.

Eu gosto
do seu olho,
assim,
miúdo,
possuído e
ardendo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Entre-atos

Dos meios que vivi:
O das pernas del@ foram
os mais ditosos.

Eu, no sossego

Eu sossegaria, na boa,
se alguém interessante,
de palavras e ações cuidadas,
de coração compromissado,
que fosse descomplicad@
madur@ e essencial - e
bem situad@ geograficamente:
aparecesse e permanecesse.


50%

Um vento me bateu na cabeça,
Sussurrou gelado frases de um amor
incandescente e inexistente
Me fez segurar na ramagem para me manter em pé,
Sacudiu as árvores, remexeu as nuvens..
E eu
ali – 
"_Será que eu deveria me deixar ir?"

Cenário

Minha indisposição inexiste.
O meu não é contraditório,
poroso,  confuso
paradoxo, precário:
quando estou no teu cenário.

:/

Senso de sentir
Não se pode pedir
a todo mundo que tenha...
Que pena!

Debaixo da saia

Quero morar debaixo da saia da moça:
rendada,
de veludo cotelê,
cambraia,
algodão,
justinha-apertada
larguinha,...
E viver entre as coxas da mulher amada.

Sensação

Eu vi lá, sentada em mim,
uma serenidade de gato siamês
bem tratado pela vida.

Eu vi lá, aportada em mim,
uma nau de saltimbancos.
Caos de despreparo.

Conceitos e perspectivas

Me fez pensar em conceitos...

Gostosinho:  dormir aconchegado,  ver filme com chuva e frio,  sentar no colo,  pic nic na praia, andar de mãos dadas, cafuné, massagem para relaxar, falar no final do dia, fazer carinho na barriga,  beijar de mansinho, rapidinhas na casa da mãe, rapidinhas na casa do pai, dividir sobremesa, beijo gelado, dormir de conchinha, ...

Eu penso que bom sexo não pode ser gostosinho.

Warning sign

Olha: eu não tenho tempo para
não me toques,
não me fales,
não posso,
não sei,
"será que devo?"
Por favor,
não  me venha com parvalhices e
esses infantis desassossegos.

Eu não tenho tempo para
contradições,
contra-adições,
frases de efeito,
frases – defeito
Fingir que não quero comer
quando meu desejo verte
pelos olhos
e arde  na minha boca

Eu não tenho tempo...
E me desculpe, mas quem se demora
tanto para provar essa fruta, não merece comê-la
 porque falta a paixão necessária,
a febre de possuí-la
a volúpia para absorvê-la.

(E, por fim...Para que tanto drama se vejo
o desejo-estranhamento
nos olhos.
e teu pensamento
que me (é) chama?)

Modular confissão

"_Eu? Já...
Já fantasiei contigo..."

Contrato social

I

Ela morre de medo
que todo mundo descubra
 que ela não é extra-ordinária...
Que ela não passa e só é: ordinária.


II
Tem gente que para ordinária,
precisa da clareza da perspicácia,
o talento da interpretação,
a psicopatia moderna no trato social,
a sociopatia...
Tem gente que para ordinária:
não falta nada.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

The who






Penso no alguém
que se reconforte no aconchego
e que arda lento no leito.

Eu, hoje



Hoje me excitei,
rouca,
com as sílabas
de minha própria voz.

Fame

Eu detesto levar fama
e não deitar na cama.


Mix

Delicicadamente.
Minha pequena e humilde contribuição à la Guimarães Rosa

Jack Agüeros

I
Eu quero gritar à palavra.
Porque o poeta não pode mais.
Eu quero dizer “_Venha a mim, doce,
luxuriante, tensa, dolorida, auspiciosa e venenosa
(palavra) que te espero, rendida,
 sempre chegar no momento
mais desacorçoado e acalorado
E me trazes a serenidade absoluta
 dos que não tem nada a temer,
dos que gozam satisfeitos.
Eu quero gritar a Palavra.
Porque (a do) um poeta morreu.

II
Eu: não cabia em mim
de pena quando vi.
O flagelo grandioso daquele homem:
o poeta sem palavras.
O poeta sem memória da delícia da palavra
escorrendo
quente-quente sangue adentro.
Palavra que abre espaço na carne e
dá voz ao querer morrer de sentir
e salva do afogamento,
 nos desertos alheios.

E agora o que será dele sem escafandro?
Nessa aguá  turva e rasa, de maré baixa
e profunda  -  de oceano negro? 
O poeta sem memória, assim ,
exposto na única nudez indecente.
 Desencantado de dar dó.
O poeta foi embora e deixou o homem ali:
No aguardo desumano de morrer,
A olhos vistos, de tristeza e
Só.