sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

So...




Eu posso dizer que sou dedicad@, de coração,
que erro e acerto,
que funciono movida @ cuidado e afeto.
E não espere que eu peça nada do que não mereço.
Na verdade, não espere que eu peça:


retribuição é cláusula sine qua non,
nessa peça.
Não espere que eu aguarde atenção,
Tudo que dou retiro,
sem hesitação 
quando me convenço de que,
afinal,
não merecem de todo,  
meu tempo e consagração.

Da pitanga

Eu gosto daquela pitanga que de tão madura,
vestida daquele vermelho carnudo e apetitoso 
quando você toca suave (carícia de vento),
ela se entrega toda,
e cai dada e solta ,
na palma da mão.

A diva

Eu perguntei para ela: "_Mulheres irresistíveis..? E retóric@, sugeri Madonna.
Ela respondeu: “_Da Madonna tenho medo.” E riu-se.
Eu disse: “Eu não teria medo... Só não sei se teria fôlego”

Não a opressão



Eu sou alérgic@ a cobrança e a
qualquer forma de opressão.
Tenho quase choque anafilático,
Mas, como tenho opção
rompo a tentativa de chave de braço
com um belo empurrão.

Ojos



Eu gosto
dos teus olhos de personagem de mangá,
ou deles pequenos de gueixa latina, manifestando a
vontade contida.
Eu gosto quando teu corpo se manifesta,
aceso,na ponta dos meus dedos.


Afffffff


Cansei dessa gente chata,
que fala pelos cotovelos
joelhos e tornozelos...

Cozinhando

Surpreender-se é:
 acordar o sentido.





Consumação

Eu me desoriento quando faço sexo com a moça-mulher...
O prazer que vem dela, alto, no ouvido,
A voz dela, contralto mezzo soprano, ...
O entusiasmo ali -
duro, rijo, e afogueado,
na minha pele -
penetra no sangue, ansioso,
 e me faz abrir mais espaços
para recebê-la,
ou me garante
mais força para
meter-nela.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O salto-alto

Ela me fala sobre o sapato de salto alto. Que era da mãe,  salto 15, 
"_De oncinha, ó...”
I
E eu conseguia prestar atenção somente nas coxas dela. (Como o músculo saliente – aquele:  ali, no final da coxa, perto do joelho -  traz o sorriso para o rosto e mais prazer para a mente...). 
Eu quase que não ouvia, atent@ as pernas torneadas, vestindo o tal salto alto, e ela me disse:
“_Viu, esse é o salto...Bonito, né?”
E eu desatent@ e descarad@:
“_Que salto?  (Eu que focad@ estava nas coxas...Finalmente a voz se fez...)“_Não vi...Que coxas lindas, mulher... Que pernas!...
Ela se riu.
Depois - eu acho -  a gente engatou uma conversa.

II

No entanto, meus olhos não perdiam de vista aqueles quadríceps da coxa sob tensão... Dispers@ que eu estava, entretid@ com os membros inferiores da moça, ouvi, (mas não ouvi) ela dizer: “..._ Na festa de sábado...” 
O cérebro agarrou-se inconsequente àquela cauda de palavras em passagem e respondi de imediato, surpres@:
“_ E tem alguma coisa para fazer no sábado além de sexo contigo...?

Ela soltou um riso leve e frouxo.
Um daqueles que ela dá e que eu gosto.

El@ falou...

“Você deixa frouxo o meu sorriso.”
Minhas calças...A saia,
a blusa...
o soutien,
e a calcinha.
Você me desabrocha.

sábado, 15 de outubro de 2011

Antes do casamento

Linda mulher...
Ache  em ti a essência da beleza do que é feminino, e que tens em muito boa e grande medida: a autoconfiança, a sensualidade e a leveza...
(E não negues, porque essa é tua natureza...E quem tem olhos, vê - Não te chamam Latina à toa.)

Ademais,  digo-te que  ser mulher implica uma série de delícias que valem a pena e que devem,  para além de serem degustadas, serem admiradas: a sensibilidade, a perspicácia,  a tolerância,  o respeito, a inteligência – que quando aliadas ao bom humor, somadas  a segurança e a sensualidade (sem esquecer da leveza) ,  fazem pequenos milagres acontecerem ... rsrs  E dessas mulheres só se pensa: “_Memoráveis.” 

Belíssima, experimente um tanto de tua feminilidade, em conjunto com tua simpatia e alegria exuberante, e aproveite dos dois mundos o que eles tem de melhor para oferecer: seja como menina, seja como mulher. E lembre-se que, assim, também te ofertarás a oportunidade de conhecer e se apre(e)nderem, tu e outros, de alguma forma,  em cotidiano aprendizado.

Tu sabes o que penso: que és um achado... ;)
Então, pratique suas graças e observe que ser mulher também é magnetizar ;)
Beijos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Amazona

Cavalga sobre planície
De pele e pêlos.

Queima o olho

I

Gosto daquele abandono.
Do fôlego ritmado,
Do olho semicerrado,
Do corpo pronto para ser subjugado, 
quente.

Gosto daquela dormência viva
que arde
e que súplica,
entre lábios
e dentes.

Gosto do apelo da carne
Que grita nos nervos, e
quer sabotar atos
 e vencer a mente.

II

Me apetece, porém, sinuosa,
a ausência de pressa na posse.
Porque doce deleite
é a construção do gozo
daquela que goza.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Na cama

Dormirei contigo
 sussurrando
 delícias
no ouvido?

Consoante

Tapa a gente dá com luva de pelica.
Agora,sapatada, é com tênis azul da Diesel, 
que comprei no brechó.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pensando bem...

El@ me fala,
dedo em riste:
“_Safada!”
Eu eu só penso
no que mais
quero fazer
com aquele
dedo.


domingo, 18 de setembro de 2011

Banquete ( Ou Gerundiando)

Ando comendo bem...
Pele salgada de esforço e vontade,
ao ponto,  como gosto:
carne vermelho-sangue,
que deixa o prato pulsante.
Os acompanhamentos
 são fartos e
há variedade, instigante
e luxuriante.

Ando comendo bem...
pratos de doçuras, calores e malícias.
Meu desejo faz molhar a boca
e na ponta da língua,
a vontade desavergonhada:
que é imprescindível para
apreciar e honrar uma boa comida.

Ando comendo bem,
porque me propõe
banquetes descarados,
feito de morena,
comida Latina,
exótica e caseira,
e cheia de pimenta.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um quarto de coisas


¼ é pouco.
Embora, as vezes,
um quarto
seja mais que
 suficiente.

Casad@ estava

Eu rio de meu obtuso dilema:
se te vejo assim bel@, cobert@ de brilho,
um frio bulímico me come o estômago,
uma ânsia anorexica,
me aperta a garganta.
A tua vontade, esmagada,
sob a lápide em forma de anel,
imponderável, gritando no dedo.

Quando feita de gente

Audição aguçada para o prazer do murmúrio,
a visão imolada e turva de desejo,
no paladar desafiado na carne alheia,
que o olfato incendeia.

Perdid@ na narrativa

No Salt, eu não sabia se prestava atenção:
 à narrativa
ou na Angelina.



Não tenho tempo

Esse vai e vem,
 que muita gente pratica e que
 nunca faz gozar,
 cansa.

O corpo que fala

Tem gente, feita de contatos  autistas, que vive o ranço das relações cordiais e mentirosas, que produzem menos energia que uma bateria AA...
Desconectados, vivem desplugados, são cor de burro quando foge
são bege (ou beige), passam na vida inodoros,  impenetráveis ,
coração e desejo: num âmbar no peito.

Tudo porque não dizem sim, assim: de viver em tolerância consigo mesmo. Querem viver sem febres que ardem-queimam e pululam pelo corpo inteiro e que são sazonais e permanentes, para quem é normal, como a gente.

Tem que avisar para esse povo que anda
 negando ser humano, que debaixo da pele e dentro do crânio,  tem um bicho que diz sim, mansamente. E quem faz a folia doente de negar o desejo, natural e matreiro,  não pode dar certo...Acaba sendo só projeto de gente.

Eu quero

Eu não quero cobranças
 Digo não a cara-amarrada,
não a conjectura não dialogada,
Me tornei alérgica a tragédia.
Não quero educar, criar, nem aconselhar repetitivamente
e infinitamente,
nem quero sexo como exercício de pequenas tiranias.
Eu quero a simplicidade do aceite,
o prazer do desfrute-me,
a completude de um sentir profundo, ( se/e)
quando ele se apossar de mim,
um dia, de uma noite,
naturalmente...


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

À duas mãos e bocas

 
E se eu te chegar como vento, assim,
de leve, e te envolver em leves lençóis de algodão branco,
em tardes  amenas de Tarsila...
Você me deixa entrar
Como quem não quer nada
e ficar?

 E se eu te chegar como vento, assim,
arrebatador, passional, e te invadir em cadeiras vermelhas,
rendida e vendada, 
em noites americanas de Truffaut...
Você me deixa meter e te ter,
pelo tempo que seja?

E se eu chegar como mar,
e te levar para dançar, num vai e vem de maré,
de ondular furioso ou em doce e sinuoso balanço oscilante  de Cezanné?
...

Você
nunca mais me deixa,
 que eu sei.

Metáforico limão

Eu corto o limão.
Do interior estrelado brota perfume.

Gosto de ver a força da natureza,
- de gosto exótico e intenso
que a tudo seduz -
se submetendo,a pressão dos meus dedos...
E o sumo, que verte-corrente.


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Um amigo me disse:
E isso lá é jeito de espremer limão, criatura?!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Diálogo

X.
 “Estive hj au bord de la mer.
Afoguei-me em teus olhos
e serenei nos braços.
Deite e brinde a Dionísio.
Beijo sua majestosa presença."

Y.
"Saúdo a tua vinda,
teus sorrisos e beijos,
tua pele e desejo.

Saúdo os olhos pequenos,
princesinha do oriente,
e a flor rubra e obscena,
que carregas entre as pernas.

Saúdo a serenidade,
a mansidão
 que me permito,
no vai e vem da vida no peito e
batuque do músculo perfeito.

Saúdo, 
com alegria, paz
e respeito."

quinta-feira, 21 de julho de 2011

@ menin@

Eu gosto
do seu olho
quando
latino e
pequeno.

Eu gosto
do seu olho,
assim,
miúdo,
possuído e
ardendo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Entre-atos

Dos meios que vivi:
O das pernas del@ foram
os mais ditosos.

Eu, no sossego

Eu sossegaria, na boa,
se alguém interessante,
de palavras e ações cuidadas,
de coração compromissado,
que fosse descomplicad@
madur@ e essencial - e
bem situad@ geograficamente:
aparecesse e permanecesse.