quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Extravagante

I
Eu hoje, preciso do tempero forte. Quero os sentidos alertas.
Kummel, rosa e mais quatro tipos de pimenta (duas que levam a lugares exóticos). Erva-doce, cominho, folhas de louro, coentro. Tomate sem pele em molho feito em casa, vermelho-sangue: coloral para intumescer. Agora o leite de coco e o requeijão. Brancura escorre e formas sulcos na superfície. Antes que eu afunde a colher, admiro.

Pronto o almoço, não como.

a )

Hoje, preciso de sílabas fortes, declarações súbitas, abraços – polvo, ...Hoje preciso do riso frouxo, da vontade louca,  da voz rouca, do sorriso maroto, do aperto quente, “the rush of blood to the head”.

II
No suco, como quero força no sentir: goiaba, nectarina, pêssego, laranja-lima da Pérsia. Na mão, o rubro da beterraba se espalha pela palma  até a ponta dos dedos. Exuberante a cor que é resolutamente vermelha,  é sempre capaz de me surpreende .

Pronto o suco, não tomo.

b)
E por este momento estou em paz.

III
A batata eu corto em rodelas – cozidas- para acomodar e confortar os demais ingrediantes e a massa quadrada. Camada-a-camada:queijo e o molho, agora laranja. Coadjuvante é o cheddar: espremo a bisnaga, desenhos linhas e deito a massa – uma a uma , com cuidado de amante - e agora, forno.
Aguardo. E leio.

c)
Hoje preciso de troca de gentilezas, a candidez, a verdade da doçura.

d)
Mas acho que quem tem para me dar, ou poderia, não esta por aqui, ultimamente, ou ainda não conheci.

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