sábado, 25 de dezembro de 2010

Half

Gente triste essa pela metade
Metade sim,
metade não,
metade é,
nunca imensidão.

Ela me faz dizer sim...(como se para mim fosse difícil...)

Ela é
sacana
sarada
saliente
sem-vergonha
suntuosa
safada
sossegada
satírica
serelepe
assanhada
agora, saudosa
jovem senhora.

Caixa

Tenho Berettas, Colts, Glocks,  Smith & Wessons
no lugar de alguns neurônios.
Porque memórias são como munição: precisam de gatilhos...
Música.
Perfume.
Sabor.
Melodia.
Fragrância.
...Me acertam em cheio.

Desejo

Quero momentos que me
tirem
o


le

go.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ad-ver-bios

Vendo,
tendo visto,
avistado,
reparado,
entrando em contato,
percebendo,...
Isso, realmente
vai fazer você mudar os rumos
do pensamento?

Fragilidade de ordem visual

A minha maior fraqueza:
é a fotogenia.

Conviver

Nós somos tudo
e nada
sozinhos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Jogo

Não se aposta


Não se aposta
uma vez só.

uma vez só.

Paladar

Língua estranha no céu da boca.
Línguas de estranh@s no céu da boca.

Arrepio

Susto na pele:
sua mão na minha coxa.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Para o verão

Quero um sol que fale pelos cotovelos
e um mar vivo de humores: nesse verão.
Quero areias de pó-de-arroz e pedras para
deitar a indolência, de férias,
em lugares ermos e vivos,
que são só meus, não porque ninguém os conheça,
mas porque os fiz assim.

Prece

Ajoelho frente ao altar de
carne,
fibra,
músculo
e espasmo.
E no corpo del@ vou rezar.


Tenessee Willians

Corpo ardente na cama:
gat@ em teto de zinco quente

Solavanco

Ah!
Hã?

Fotografia

I

Queria tê-la guardado ontem - em arquivo RAW, no mínimo TIFF, com a melhor qualidade – naquela lenta aproximação. Sorriso no rosto, mão erguendo a barra do vestido que caía sob os pés quase-desnudos, que acariciavam o petit pave.
Ela caminha rápido.
Estendemos um cabo, uma linha invisível que liga olhos atráves da "Fonte da Memória", dentro da sexta-feira curitibana, cheia de gente, na noite agradável. Segundos depois, desembaraço de beijos e abraços, a boca tecendo intimidades no ouvido,e  as palmas das mãos, como aveludados ganchos, trazem os corpos para mais perto, segredando o desejo do toque.

II

Na retirada: costas desnudas, domínio na física no
correr de salto.

III

Queria tê-la guardado em película, entre as luzes amarelas, vigorosas e quentes daquele palácio.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Uma de duas

Propose to your girlfriend, your lover, your affair,  (and you, probably, will choose someone more than just a fuck – someone you connected with…)…, to meet, by the end of a day of work, at that coffee house that makes those delightful cheese-breads married with great cappuccino, where you, (like me) can ask a nice iced coffee.

And wait.
Not at the coffee house. For sure.
But, near.
At the surroundings. Some place you can watch her. Some place she´s not aware of you - and you will experience the most naive and lustful kind of voyeurism: observe this woman from a far.

Realize - while you find her out among ordinary people (ordinary for us: lovers, brothers, friends... of others) on the streets. How she firmly walks, yet, how her fit dressed with tenderness, steps at the concrete .How beautifully she moves: the way she held her bag. Her clothes. Her messy hair.
You: take her in.

Look while she answers the cell phone. Her smile. The wind, perfectly mixing the hair. The way her hand kindly remove the rebel hair from the eye. The way she stops. And wait. The way she finishes her call.

Pick your cell phone and call her. Watch while she looks to the small screen -the number-  and recognizes it.
With a little smiley

With your voice soaked  in admiration tell her how beautiful and charmful and sensual she is for walking – for smiling - for talking that way - only she possess.

Tell her the truth: you love that tight t-shirt and jeans; but that you also adore her skirts; her pajamas …And for sure, how you appreciate her nakedness.
And tell her from the heart.
And if you are in love, say it and mean it.
 
Just then, tell where you are… And wait.
Until, she finds you.
Watch her face, gests, her body while she s-e-a-r-c-h-s 
and recognizes you.
Observe while she meets your eyes and her smile grow wider and brighter…Satisfied - and how she blushes because she can see you are truly captured for her.
Take notice the way she wave you and pronounces “I love you” in silence, to your eyes and ears only, and If you sense she truly means it, be thankful.
Watch when she moves again.A whole scenario in her pace. The way her waist composes another rhythm, because, now, she in not only walking - she is meeting you.
Pay attention: her lips.
Keep smiling.
You can´t help smiling.
And recall everything else that makes you love or/and cherish and/or desire her.
Sense while feelings warm your heart up and turn your sex on.

...Let youself be into this state of sensing and capture it.

This trip, darling… This is something you pleasurably should allow yourself to do.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Oral

Gosto do oral.
Gosto de oral.



Afã

A pele alva, serena e jovem
desfaz-se em gemidos ao toque.
A calcinha vermelha estremece entre os dedos,
na doce espera e na ânsia do preenchimento.
E
o suspiro melodioso no ouvido
molha os sentidos.

Ação entre mulheres

Queima o corpo, a ponta da língua tensa.
Amolece o músculo: a língua dança.
Umedece a alma: a língua que desliza e desvenda o capuz.
A língua que se intromete entre lábios já partidos,
que se roça na carne, que se infiltra, que entra,
que oraliza, que verbaliza e após,
consumada a pira,
de brasa à cinza
a língua prosa,
agora descansa,
gostosa.

Ouvir dizer que:

Sim, saber a cor da calcinha.
O nome - porque é bom de dizer no ouvido
entre suspiros e gemidos.
Sentir o perfume –talvez na ponta da língua –
sem amortecer os sentidos.
Serpentear, molhar, envolver, observar
o que faz você...
Estar ali, fugaz ,
e nada mais.

Universo do agora


Calor no corpo eu tenho
para dar e vender
Na mente:
afetosgentilezaebonsaugouros
O que tenho a perder?

Vai saber..?

Em mim há uma certa revolta
e um lamento
contra aqueles “amigos”
que falam de ex
em formatura ou casamento.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Da fala

Frases de efeito.
Frases com defeito;
 frases agridoces; 
frases pintadas de negro,
essas frases andam
me congestionando o peito.

Desafiar não é garantia

Desafio é ousar mansidão, doçura, exposição.
Desafio é ousar reflexão, para não se repetir.
Desafio é consumar-se confusão com poder de retórica, é perceber-se
Desafio é não desconversar em frases formuladas, tópicos frasais escorregadios, tudo falsamente objetivo, com obtusos propósitos burros.
Desafio é não ignorar, submeter, é estimar.
Desafio é não enfeiar diante da imaturidade.
Desafio é não recrudescer.
Desafio é ousar.
É desafiar.

Detalhes

Um dia você se toca
que eu funciono
na base da troca.

Se(X)



XX
XY
XX
XYXX
XYXY
XXXX
XXXYXX
XXXYXY
XXXYXXXYXYXYXYXYXYXXYXYXXXYXYX ...

Extravagante

I
Eu hoje, preciso do tempero forte. Quero os sentidos alertas.
Kummel, rosa e mais quatro tipos de pimenta (duas que levam a lugares exóticos). Erva-doce, cominho, folhas de louro, coentro. Tomate sem pele em molho feito em casa, vermelho-sangue: coloral para intumescer. Agora o leite de coco e o requeijão. Brancura escorre e formas sulcos na superfície. Antes que eu afunde a colher, admiro.

Pronto o almoço, não como.

a )

Hoje, preciso de sílabas fortes, declarações súbitas, abraços – polvo, ...Hoje preciso do riso frouxo, da vontade louca,  da voz rouca, do sorriso maroto, do aperto quente, “the rush of blood to the head”.

II
No suco, como quero força no sentir: goiaba, nectarina, pêssego, laranja-lima da Pérsia. Na mão, o rubro da beterraba se espalha pela palma  até a ponta dos dedos. Exuberante a cor que é resolutamente vermelha,  é sempre capaz de me surpreende .

Pronto o suco, não tomo.

b)
E por este momento estou em paz.

III
A batata eu corto em rodelas – cozidas- para acomodar e confortar os demais ingrediantes e a massa quadrada. Camada-a-camada:queijo e o molho, agora laranja. Coadjuvante é o cheddar: espremo a bisnaga, desenhos linhas e deito a massa – uma a uma , com cuidado de amante - e agora, forno.
Aguardo. E leio.

c)
Hoje preciso de troca de gentilezas, a candidez, a verdade da doçura.

d)
Mas acho que quem tem para me dar, ou poderia, não esta por aqui, ultimamente, ou ainda não conheci.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Desabafo sem um fim apropriado

Eu gosto de sentir o outro se entranhando em mim.
Mas não xadrez, damas, cinco-marias. Menos jogos, mais geografias. Livres - livres tentativas.
Prefiro o sincero da palavra espontânea, da vontade indeterminada, do vôo, do pouso, do ato-falho, do ato-reflexo, da ação desmesurada....
Porque, enfim, grandes ritos e cerimônias são feitos de manifestações pré-idelizadas, concebidas e assim, materializadas.
Quero sim, o reflexivo, mas também, o que nasce sem peias.

Bom lembrar, no entanto, nada disso é invasão. Tudo é consentimento. Desgosto de invasores, bárbar@s ou sedutor@s: são sempre domínio e outros nomes.
Do que eu gosto é de tirar proveito da liberdade dos sentidos. Assim, me ver também caça-caçadora, espreitando-sendo acuada. É do meu feitio estar entregue, mergulhada no prazer das carnes da caça, seguindo instintos, desregrada.Ou, ser mandatária, exercendo o doce domínio de estar às ordens, sob.
Mas gosto de possuir,
(sim, pode ser por longos e molhados segundos)
e guardar o gosto, numa gaveta, ("prateleira"), que possuo dentro do peito.
Eu me dá vertigens: o observar. Com demora, faço das pontas dos dedos scanners. E meus olhos-que-enumeram-vontades,  tecem rodovias até os olhos parceiro(s.)
Eu  gosto de entrelaçar pernas, beijos na nuca, deitar no peito nu, navegar no ir e vir da vida, e me aquecer no ritmo do músculo perfeito.


Eu não quero e não demando atenção absoluta do outro, porque eu sou eu e você é você. Mas eu exijo cuidado.
Sim, muito cuidado.
Eu amo intensamente, selvagemente, mansamente, dulcemente.
Quando eu amo, amo sem ser displicente.
Cabe dizer,no entanto, que já não me bastam belas palavras, sentenças de efeito e  tópicos frasais completos.  Quero a sinceridade da expressão do momento, o gesto, ação do pensamento.
Eu sou de lembrar com carinho e respeito; de aprender e ensinar, de fazer esforço e esperar retorno.
E rir do riso do outro e sorrir para o sorriso da bela.
E sucumbir, de pernas moles ao francês, espanhol e inglês, da fera.
Eu gosto de força.
Mas na dose certa: a minha.
Eu acarinho amigos e cozinho para amante (s).
Eu quero sempre poder perder o fôlego de rir e dormir sozinha na minha cama-espaço da minha casa, (e ter saudade dela).


Desejo ter quem me faz bem por perto.
E entre: uma. Para levar para o quarto e fazer brotar rios. Fazer harmonia de gemidos e descansar como os saciados de corpo e mente: intimamente.
Eu aprecio ver e ouvir sentidos, boas respostas, timing; palavra bem vestida, mas não comportada e sim, desinibida e elegante.
Gosto de estetas-amantes.
Gosto de gente simples e honesta.

Eu quero singelo, sem ornatos, nem enfeites.
Eu quero profundo.
Eu quero ver acontecer a vida nos olhos do ser- mundo.
E me conceber todos os dias lua nova, sem medo de minguante .

Mau-humor vespertino

Vagas desculpas não me interessam
Me dê satisfação inteira ou nem se preocupe em formular sentença.
Cansei dessa linguagem onde se acredita que,
 mentiras pequenas não ocupam espaço
e tudo o que se espera do outro,
é que ele acredite na
medíocre atuação
e no pequeno falso cenário...



Sabendo

Meus ferimentos são profundos,
onde, mais que me desconhecer,
não me reconheço.

Há em mim doces melodias que o tempo emudeceu.
Brotam reações, abruptas:
apoplexias apoplécticas,
soluções imediatas,
obliterações escaganifobéticas.

Ainda assim,  sou aquilo que há aqui:
considerações,
amores,
mansidão,
paixão,
calor,
sossego,
sem confusão.
...
...
(É. ... Isso aí...
E  tudo-
- tudo - tudo
faz parte de mim.)

Deixa eu dizer

Não sou de pequenas medidas,
nem de parcas entregas.



Desgostar

Não quero
preencher minhas horas
de dias sonolentos,
de pseudo-propostas,
de noites mal-dormidas sem prazer;
de passado requentado,
de requinte falsamente ornado;
de sentir fragmentado.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Memories (lembrando Barbra Streisand)

Give me something
to remember you.

Piercing

Tomo teu sexo entre meus lábios:
na ponta da língua,
o piercing de argola.

Como um filho

Trago plantado no fundo do peito
Amor que transpira, subverte solavanca.
Movimentos que
excedem,
precedem de mim.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pedaços inteiros

Da minha cama não pululam fantasmas
e resquícios de muitas gentes, de multidões,
nem de ex-amores ausentes.

Posso sim ser
 fantasma de outras camas
e estar na multidão
de outras gentes.
Mas isso pouco me importa,
quero o que anda,
arranha
 se despe
contenta,
 manha
e assanha,
que esta
na minha
cama.


Da liberdade

Gosto de minha casa, de ser livre assim e de estar perto de mim. 
Gosto de ser minha dona, mandar “no meu nariz”. Gosto de saciar desejos de certas bocas (certas), do frêmito andando na pele, do colorido da mente. Gosto do sol. Gosto do poente. Gosto de alguma gente. E da noite, que dá “contra-luz” de presente.
Gosto de estar comigo e de poder estar ausente.


Como: verbo transitivo, intransitivo, conjunção, advérbio, pronome, substantivo masculino(?)

Como
chocolate que derrete na boca:
toblerone e você.