terça-feira, 2 de junho de 2015

Esperança do lado de lá

Será que eu fui feliz,
no multiverso em que fiz tudo certo?



Animosidades Facebuquianas

"_Você está latindo para a árvore errada."
"_ Eu só lato para quem zurra."

Esperável

As pessoas são dolorosamente previsíveis.

Relacionamentos do século XXI




A impressão que tenho é que as pessoas não sabem mais namorar. 
No final das contas, parece que o que desejam é uma boa conversa, comer, dormir 
e que, por favor, você venha com wi fi.





terça-feira, 31 de março de 2015

Elas não deixam (?)

El@ ia enfiando a mão entre as pernas da mulher... Delicadamente: 
palma da mão na pele - abrindo uma fresta de espaço. 
Veio quente e sussurrado no ouvido del@:
“_ Ah... Então é assim que você faz com todas as garotas..?”


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Três atos

Sai uns dias, às ruas, de peito aberto.
Como não havia ferida,
o sol aquecia e tudo podia.
Um dia.

Sai as ruas...Á porta, cabeça baixa, mão no batente, agarrando  o ar a força, boca entreaberta em esforço
 - segura o frio oxigênio no tambor do peito.
Solenemente, veste a máscara.

Sai às ruas de ombros arqueados.
No falso sorriso,
 um costume verdadeiro.
Vida de gado, é vida?


Cinemão de todos os dias.

Este ano me fez lembrar vagamente um filme:
Inception.
O meu foi Deception.
:P


Careless

Tenho uma natureza passional.
Me chegam as cores em tons vibrantes.
Me exagero.
Me condôo.
Me dôo
Me dói.
(Não me perdôo)

Não é muito saudável em lugares 
de cor de "burro quando foge"
 – com gente bege blasé –
ser assim, entusiasmad@.


Cenário


Fingir, fingir, fingir, fingir, fingir, fingir
fingir, fingir, fingir, fingir, fingir, fingirf
fingir, fingir, fingir, fingir, fingir, fingir
fingir, fingir, fingir, fingir, fingir, fingir.
E eu só penso em fugir.

Life and me

Me in life >


Me & optism >


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Volumes


Obtusos

espaços.

Das relações

Você não pode exigir sexo d@ seu/sua namorad@,
mas vai acumular frustração,
já que sexo é uma saída e solução
para toda aquela tensão.

Acumulador@s

O fracasso é como entulho.
Ocupa muito espaço.

Do fim das coisas


Sempre digo:
"_Quando eu mato,
eu enterro."

Para secar, para limpar



Eu aprendi
com a minha mãe
que pano de prato
não se economiza

Estudar na "pós-modernidade"

A acadêmia é insípida
e estúpida.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Proposta


Contemporâneos

"_ Preciso de sorte. Neste momento. 
Preciso ter o coração sossegado dentro da carne, sabe?. Preciso colocar uma curva no meu rosto. Sorrir, sem estar esvaziad@ pelas tristezas.Eu preciso da leveza. De não ter medo de ser otimista..."

O psiquiatra termina a receita.


Baby fever

As pessoas
tem filhos no
susto.
Que surto.

Erro

Ao invés de escrever devir,

escrevi desova.

Fio, fiapo: gume.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Werewolf




Caninos
desejos.

Sentença

O som das ondas
se debruçando na areia
O som da areia roçando na onda.




:


Meu bem:
você me interessa.

Dor de luto

As vezes eu sinto minha pele permanentemente nua.
A mercê do sol - da chuva - da dureza das palavras
 que se atiram nos corpos como armas brancas.


A cigana leu o meu destino...

Eu não nasci com sorte.
Não sou um@ daquel@s para quem as coisas acontecem fáceis, ...
Pelo visto se eu quiser luz...

(e eu poderia escolher uma palavra menos agressiva, 
como, por exemplo, parir - mas meu humor no momento a julga muito frívola,
 então eu vou usar a que me mais parece mais própria)

Se eu quiser brilho,
eu vou ter que cagar uma estrela, amig@

POTêNCIA

IM
PO
TÊN
CIA
.

A geladeira

A geladeira da minha mãe: geme, ri, ....
A grade bate.
A geladeira da minha mãe:
parece que tem um universo ali.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Um tapinha não dói"

“Enquanto determinados estímulos "românticos" podem apressar, nos homens, porém, um estímulo em especial, com uma relação aparentemente muito distante do sexo que pode disparar a fagulha da sensação orgástica. É a agressão. A agressão é o orgasmo masculino são estreitamente ligados; o tecido nervoso do cérebro associado à agressão mostra-se tão entrelaçado com a transmissão das mensagens sexuais que é difícil separar os dois.” [MARGOLIS, Jonathan, 2006, p. 29-30]

Eu já sabia. 
Sempre achei que uns bons tapas na cara e na bunda surtiam um efeito surpreendente.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pensamentos vadios

“_ Fecha”

_ Abre.

No decorrer do dia

As vezes
são tão inapropriados
os lugares para se ficar
excitad@ !

Casal

Eu gosto de dormir em roupa de cama branca...
E gosto de amassar os travesseiros 
antes de vesti-los novamente na fronha de algodão.
E depois manchar de corantes intensos
e adormecer e acordar no meu-nosso cheiro.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Fotografia

Coisa nada grandiloqüente
(revelação, porém, auspiciosa e alvissareira)
me foi sussurrada, com voz macia e aprazedora,
quando espírito, à hora do encarne:
“_Arderá no teu olhos, a vontade de
captar a vida e os objetos dos outros.”
E assim: desde então, é.

O corpo que fala

Tem gente, feita de contatos autistas, que vive o ranço das relações cordiais e mentirosas, que produzem menos energia que uma bateria não alcalina AAA.
Desconectad@s, vivem desplugad@s, são cor de burro quando foge são bege (ou beige), passam na vida inodor@s, impenetráveis, coração e desejo: num âmbar no peito.
Tudo porque não dizem sim, assim: de viver em tolerância consigo mesmo (nem com @s outr@s. Querem viver sem febres que ardem-queimam e pululam pelo corpo inteiro e que são sazonais e permanentes, para quem é normal: um vivente.
Tem que avisar para esse povo, que anda negando ser humano, que debaixo da pele e dentro do crânio, tem um bicho que diz sim, mansamente. E quem faz a folia doente de negar o desejo, natural e matreiro, não pode dar certo...
Acaba sendo só projeto de gente.



Cumprimento matutino

Oi, minha morena que carrega 
um botão de rosa 
vermelho 
e aceso,
que me 
ouriça as pontas dos dedos
e me põe selvagem a língua:
bom dia.

"What a lovely way to burn"

Esse fogo que
nos lambe os pés...
Con-
Some
as roupas
em poucos instantes.

Paz em mim.


Pródiga de letras,parindo frases,
me sinto feliz.

Sorvete

“_Eu vou lá chupar uma bola contigo”.
_Pode ser duas?

Fever

Texto febril > Vocábulos de línguas

1,2,3

I
Atos desnudos
na cama 
dos fundos.


II

O orgasmo diz muito sobre nós.
A falta dele também.


III

Satisfeitos
sorrisos
na cara.

Fim

No prontuário médico constava:
"Morreu sufocada pela vida de merda,
 mercenária e escrava,
que levava".
.

Passou por mim.

Barraquenta.

Barroca.
Bandoleira.
Garota.

sábado, 19 de outubro de 2013

Segundo tempo

Solidão depois do sexo, na cama desaconpanhada,
que nada.
Prazer da/na própria companhia,
isso sim,

é o que rola.

Final de semana

É sexta-feira:
boca anseia.


(Pós?)Modernidades

Conspira
mentira
Aspirina
Fluoxetina
Se não pira.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Loveconfusionfearfeelingsfreedon

Confusion feelings love love lovepain
confusion love love confusion
painfeelings feelings feelings
love love love
confusion confusion confusion
fear pain confusion feelings fear pain love
 pain pain pain
freedom
...

Brand new


Metafísicas, ordinárias,
extra-ordinárias 
pensamentos e cometas 
me levam nesse vai-e-vem, 
do tamanho da dinâmica do mar, 
“eu” novo 
depositado nas areias 
cheirando a bravias maresias, 
agora e, 
todos os dias.

Versinhos de amor

Deixa falar do tamanho do meu amor por você:
Sequóia de nobre e amarrotada pele, braços longos
e confortáveis e que abraços de muitas gentes
não podem fechar.
Cajueiro: tronco espalhado, deitado na relva,
pesado de vontade de crescer e se achegar.
Baobad: suculento e tenro, cabaça de Deus que fala também
da idade do meu amor por ti:
como a epiderme dele não produz rugas não é possível

contar essas coisas de anos e tempos e idades.
Mas, para ser precisa, então, te quero bem
do tamanho e da vivência do cedro japonês.


Fantasma

Do box,
entre
vapor
gota
pensamento,
olho o hobby cor de uva rubi,
içado no ar
como ectoplasma,
no último gancho do lado esquerdo
do cabideiro de três pontas:
solidão de uma só.

E me seco com a tua toalha.

Rarely

Se às vezes me calo
no calor do ato,
é porque a voz não responde
no colapso.

C´est Fini

Cego para a escrita,
sem ler nas entrelinhas,
o bem querer que não está ali.
Embotados,
os olhos
não duvidam
da dúvida,
que valsa lá?

Let´s play

O corpo del@
um playground
onde tod@ adult@
quer brincar.

Consumação

Quero comê-l@ com dentes.
A língua em brasa penetra carnes
rijas e convidativas.
No céu da boca: estrelas.
Da garganta, o murmúrio quente.
Nos lábios, absinto
sorvido sem pressa.

Autopista

E se for isso?
O paladar manchado
pelo gosto rubro do pó da estrada?
E só.

Maturidade

Minha pele floresce
e a carne
do verde bruto, frouxo e desluzido

vai ao vermelho rubro,
prometedor
e assanhado,
para que tu, sem dó,
lhe crave os dentes.